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quinta-feira, 1 de março de 2012

COM JESUS PELO "VALE DA SOMBRA DA MORTE"

COM JESUS NO VALE DA SOMBRA DA MORTE...
Eram tres horas e trinta minutos da madrugada do dia 2 de fevereiro de 2011, quando após ter acordado sufocado e sentindo um mal estar indescritível meu filho Aralan conduziu-me as pressas para o Hospital São Camilo na Pompéia em São Paulo. De sua casa até lá a viagem não durou mais do que vinte minutos, tamanha era a sua ansiedade em socorrer-me o mais depressa possível. Ao dar entrada no pronto-socorro fui recepcionado apressadamente por uma equipe prestimosa de enfermeiros e médicos, os quais após constatarem que meu coração batia 195 p.m. Já na hemodinâmica diagnosticou-se a necessidade de um cateterismo. Já conhecedor de todos os procedimentos,procurei tranquilizar-me e confiar inteiramente em Deus e nas habilidades dos médicos.Naquela situação a pessoa não tem outra coisa a fazer,apenas render-se e submeter-se com fé aos procedimentos.São momentos difíceis,não podemos saber instantaneamente se sairemos vivos dali.É você,Deus e a equipe médica.É o vale da sombra da morte.Aproveitei para orar em espírito,fazer minha introspecção e confiar na presença do Senhor. Lembro-me que o Espírito Santo, enquanto os médicos me preparavam,induziu-me a orar por duas pessoas; Valdir Feltrim, meu amigo que mora em Paris e por meu filho caçula Jonatas, não sei porque, mas orei por ambos. Adormeci sob os efeitos da anestesia, quando acordei já estava a caminho da UTI.Os enfermeiros solícitos me conduziram com cuidado.Lá permaneci por longos nove dias. Apesar das noites mal dormidas. Observei comportamentos, gestos, momentos de descontração, gemidos de dor, mortes e despedidas. As equipes de técnicos e enfermeiros trabalham com alegria, são pessoas realmente especiais, estão sempre felizes e solícitas, fui agraciado com a misericórdia de Deus, pois dentre as equipes pude conhecer vários crentes; alguns em comunhão, outros desanimados na fé...Espero que meu testemunho e palavras tenham contribuído para alguns deles.Apesar da UTI ser um ambiente onde a vida humana encontra os seus últimos esforços de sobrevivência, pude aprender muitas coisas. Da solidariedade dos médicos, enfermeiros e técnicos aos momentos de descontração, quando algum paciente, mesmo ali, naquele ambiente de total dependência das outras pessoas, se acham na razão de cobrar, criticar e exigir condutas. Alguns pacientes passam o tempo todo quietos, introspectos; outros, temendo o fim da vida,se põe a murmurar; ainda há aqueles que, na ânsia de continuarem vivendo,se apegam desesperadamente a religiosidade... sorri cá comigo mesmo de alguns “colegas” de infortúnio.Lembro-me de uma senhora japonesa,que com os olhos esbugalhados não conversava e nem respondia a ninguém,permanecia o tempo todo olhando para o nada,parecia uma coruja....Do outro lado,outra senhora com mais de 90 anos mais parecia uma”dama de ferro” crítica,autoritária e muito exigente ditava as ordens para os médicos e enfermeiros.Era uma piada. Suas histórias de antigamente eram contadas exaustivamente. Quantas vezes achei graça daquela velhinha inteligente e lúcida.
Nove dias após, os médicos tiveram a autorização para implantar um CDI em meu peito. Tudo ocorreu tranquilamente, permaneci mais quatro dias no apartamento do hospital. A alta hospitalar aconteceu em seguida.Pude voltar à casa do Aralan, onde recebi a visita de inúmeros amigos e irmãos.No sábado subseqüente retornei a nossa casa em Joinville,mais uma vez estive no Vale da sombra da morte,graças a Deus Ele esteve comigo.
Pr.Valdemir Campos Rocha
Fev.2012

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